EM MEMORIA DE NOSSO ASSOCIADO CEZAR BUSATTO

PORTO ALEGRE RESPIRA E INSPIRA RESILIÊNCIA

2011 foi um ano emblemático para Porto Alegre. Ao longo de oito meses, discutimos a fundo os problemas, desejos e sonhos de cada bairro durante o V Congresso da Cidade. Essa construção, que envolveu milhares de pessoas de todas as representações sociais da Cidade, mostrou que a população clamava por novas respostas aos desafios impostos pelo século XXI, especialmente os de natureza social. Sim, a Porto Alegre tão reconhecida internacionalmente como a Capital da Participação Popular precisava se reinventar.
Ainda nesse contexto de busca por novas construções, fortalecido pelo clamor social que tomou conta do Brasil através das manifestações de milhões de pessoas em 2013, o lançamento do Projeto 100 Cidade Resilientes pela Fundação Rockefeller foi identificado como um propulsor para as mudanças que tanto desejávamos. E é com muita alegria que agora, ao término desta etapa de trabalho, podemos comemorar nossas inúmeras conquistas.
O lançamento da primeira Estratégia de Resiliência de Porto Alegre, a primeira da América Latina, ocorrido em janeiro de 2016, foi um importante marco para a Cidade e mostrou que estamos no caminho certo: o caminho da construção coletiva, da colaboração e da co-criação. Mais de 500 atores sociais estiveram envolvidos na elaboração deste documento ao longo de dois anos, desde as lideranças comunitárias até grandes empresários, passando pelas universidades, pelos poderes públicos e pelo terceiro setor. A Estratégia de Resiliência de Porto Alegre é uma representação daquilo que mais queremos como sociedade, deixando para trás a lógica excludente de vencedores e vencidos e levando adiante o diálogo, o entendimento das necessidades locais e a construção de oportunidades.

A partir desse diálogo e das conexões propiciadas pelo Desafio Porto Alegre Resiliente, ações concretas para o fortalecimento da sua resiliência ganharam corpo e hoje já servem como modelo para outras cidades da Rede. A construção do Índice de Desenvolvimento da Resiliência da Cidade , da Política Municipal de Eficiência Energética e Mudanças Climáticas, das Diretrizes Sociais da Revitalização do 4° Distrito – antiga área industrial da Cidade -, dos Centros de Juventude em quatro áreas de grande vulnerabilidade social e do fomento às preciosas Redes Locais de Resiliência nas 17 regiões do Orçamento Participativo são apenas algumas das iniciativas identificadas e estimuladas pelo Projeto e que estão, aos poucos, dando contornos práticos à formação de uma cidade mais preparada e resiliente.

O exemplo de Porto Alegre impulsionou ainda a discussão em outras escalas. Ao longo de 2016, por exemplo, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul levantou pela primeira vez o debate sobre Resiliência com a formação da Comissão Especial do Rio Grande Resiliente. O seu relatório final resultará em um Projeto de Lei para a implantação de Planos de Resiliência nos 497 municípios do Estado.
Todas essas ações nos deixam orgulhosos dos avanços obtidos pela Cidade nos últimos três anos, mas de forma alguma nos indicam o fim de uma caminhada. Temos enormes desafios ainda a serem enfrentados e as mudanças no contexto global, nacional e local que estamos vivendo sinalizam para a necessidade de um fortalecimento ainda mais radical da lógica da resiliência. Para evitar perdas e paradas que pudessem diminuir o ritmo dos ganhos propiciados pelo Desafio, articulamos junto a todas as candidaturas que se propuseram a concorrer no pleito eleitoral deste ano o compromisso para continuidade e avanço das ações.
O comprometimento do novo Prefeito era essencial para atingirmos nossa meta, que é chegar a 2022, ano em que Porto Alegre completa 250 anos de fundação, como cidade referência em Resiliência na América Latina. A sinalização já dada de manutenção do Desafio Porto Alegre Resiliente nos deixa confiantes de que este esforço não será perdido.

Após mais de 30 anos, nos quais passei por diversos cargos e funções públicas, ter sido designado para coordenar, articular e vertebrar uma cidade de 1,5 milhão de pessoas em torno do novo paradigma da resiliência representou o maior de todos os desafios de minha vida pública. Um trabalho que me deixa imensamente satisfeito e feliz por seus resultados e que não para por aqui. Sigo no caminho da colaboração e da boa luta para a construção de um mundo com mais e mais oportunidades para todos.

Viva a Resiliência!

Desenvolvido por Traço D – 2018

CUIDAR DAS ÁGUAS, CUIDAR DA TERRA, CUIDAR DOS SERES

CUIDAR DAS ÁGUAS, CUIDAR DA TERRA, CUIDAR DOS SERES
(*) Adm. Volnei Alves Corrêa

Vou iniciar este texto citando a fábula do Cuidado conservada por Caio Julio Higino, filósofo e escritor da Roma Antiga (1).
¨Certo dia, Cuidado, passeando nas margens do rio, tomou um pedaço de barro e o moldou na forma de um ser humano. Nisso apareceu Júpiter e, a pedido e Cuidado, insuflou, naquela matéria, o espírito. Cuidado quis dar-lhe um nome, mas Júpiter lhe proibiu, querendo ele impor o nome. Começou uma discussão entre ambos.
Nisso apareceu a Terra, alegando que o barro era parte de seu corpo e que, por isso, tinha o direito de escolher um nome. Gerou-se uma discussão generalizada e sem solução.
Então todos aceitaram chamar Saturno, o velho deus ancestral, senhor do tempo, para ser o árbitro. Este deu a seguinte sentença, considerada, por todos, justa.
Você, Júpiter, deu-lhe o espirito, receberá o espírito de volta quando esta criatura morrer. Você, Terra, forneceu-lhe o corpo, receberá o corpo de volta quando esta criatura morrer. E você, Cuidado, que foi o primeiro a moldar a criatura, acompanhá-la-á por todo o tempo em que ela viver.
E como vocês não chegaram a nenhum consenso sobre o nome, decido eu: chamar-se-á HOMEM, que vem de HÚMUS, que significa terra fértil. ¨
Qual a grande mensagem desta fábula? Ela simplesmente nos diz que existe um novo paradigma que está procurando emergir em nossa tão sofrida civilização.
Estamos, há algum tempo, tendo uma grande falta de cuidado com a Natureza e com os recursos escassos. Estamos desperdiçando em demasia. O uso da tecnociência, criadora de armas de destruição em massa e de devastação da biosfera, tem servido, principalmente para reduzir, cada vez mais, as possibilidades de sobrevivência da espécie humana.
Nas palavras de Leonardo Boff (2), ou cuidamos ou pereceremos. Temos que cuidar, prevenindo os danos futuros ao mesmo tempo em que procuramos regenerar os danos do passado. É com cuidado que poderemos reforçar a vida, zelar pelas condições físico-químicas, ecológicas, sociais e espirituais que permitem a reprodução da vida e sua ulterior evolução.
Novamente me referindo a Leonardo Boff, ele foi muito feliz ao dizer que a correspondência ao cuidado em termos ecológicos-político é a SUSTENTABILIDADE.
Sustentabilidade, um outro termo bastante utilizado nos tempos de hoje, mas que já vem sofrendo o desgaste pela sua aplicação indiscriminada, muitas vezes sem a clara compreensão.
Etimologicamente, a palavra sustentável (3) tem origem no latim “sustentare”, cujo significado é sustentar, apoiar e conservar. Entretanto, as ações mais utilizadas, em nossos dias, estão normalmente relacionada com uma mentalidade, atitude ou estratégia do que seja ecologicamente correto, daquilo que é viável no âmbito econômico, ou seja, aceito como socialmente justo e atendendo a uma diversificação cultural.
O conceito de Cuidado, está diretamente relacionado a idéia de sustentar, apoiar, conservar. Cuidar, sustentando ações que visem a preservação do Planeta, reduzindo as agressões inúteis e predatórias. Cuidar, apoiando todos os movimentos que procuram dar melhores condições de vida para todos os seres vivos. Cuidar, conservando os recursos naturais, procurando recuperar aquilo que já foi devastado. Para que isto aconteça devemos criar uma nova mentalidade, mudando nossas atitudes e definindo estratégias que sejam ecologicamente corretas.
Dentro do processo de cuidar, pode-se, sem problema algum, adotar uma combinação de fatores que propiciem ao ser humano as condições para enfrentas e superar problemas e adversidades. Este seria o conceito de Resiliência, que proveniente do Latim – resiliens, significa voltar ao estado normal.
Por outro lado, denomina-se de resiliência urbana a capacidade de indivíduos, comunidades, instituições, empresas e sistemas dentro de uma cidade sobreviverem, se adaptarem e crescerem, independente dos tipos de estresses crônicos e choques agudos que vivenciam (4)
Concluindo, gostaria de enfatizar que Cuidar das Águas, Cuidar da Terra, Cuidar dos Seres, é um círculo luminoso, onde cada um de nós se integra ao todo para tornar este Planeta um lugar ideal para se viver.

Citações
1. Wikipedia
2. BOFF, LEONARDO – Ética e Moral a base dos fundamentos. Editora Vozes, 2ª edição, Petrópolis, 2004
3. Pesquisa na internet em 03/12/15. http://www.significados.com.br/sustentabilidade /
4. 100resilientcities http://portoalegreresiliente.org/o-que-e-resiliencia/
(*) Bacharel em Economia pela Universidade de Cruz Alta, RS; Bacharel em Administração Pública e de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Mestrado em Administração pela Universidade de Syracuse, New York, USA; Mestrado em Auditoria e Gestão Ambiental pela Universidad de Leon, Madrid, Espanha; Professor Universitário; Consultor Organizacional. Ambientalista .Presidente do Instituto de Sustentabilidade e Resiliência.
E-mail: volneic@terra.com.br;
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UMA CIDADE PODE SER SUSTENTÁVEL?

UMA CIDADE PODE SER SUSTENTÁVEL?
( *) Adm. Volnei Alves Corrêa

A partir da revolução industrial, iniciada no século XVIII, o fluxo de pessoas em direção as áreas urbanas tornou-se tão intenso que as mesmas passaram a ser consideradas como o provável futuro do mundo.

Hoje, segundo dados da Organização das Nações Unidas, mais da metade da população mundial vive em cidades, e esse número deverá dobrar até 2050.

Não se pode desconhecer este crescimento, ele é inevitável e decorrente do desenvolvimento de novas tecnologias. Contudo, é importante que se debata a forma sob a qual este processo vai acontecer.

Será que vamos investir na infra-estrutura física e social necessária para cidades habitáveis, equitativos e sustentáveis? Será que vamos considerar as pessoas como seres humanos e não apenas como pagadores de impostos e consumidores de serviços?

Na última edição de Estado do Mundo (1), a principal publicação do Instituto Worldwatch, especialistas de todo o mundo examinaram os princípios fundamentais do urbanismo e do perfil de cidades sustentáveis que estão colocando em prática estes princípios.

O que seria uma cidade sustentável?

Para iniciar esta discussão deve-se conceituar o que é sustentabilidade e quais as características que definiriam uma cidade como sustentável.

Segundo o site Sua Pesquisa.com, (2) ¨Sustentabilidade é um termo usado para definir ações e atividades humanas que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer o futuro das próximas gerações. ¨

Dentro desta visão a sustentabilidade estaria diretamente relacionada com o desenvolvimento que não agredisse o meio ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente para que eles se mantenham no futuro.

Embora mundialmente reconhecido pelo meio acadêmico, este conceito parece-me um tanto quanto restritivo, pois fala do meio ambiente como se ele fosse apenas um manancial à disposição do homem.

Para mim o termo “sustentável” (3) que provém do latim sustentare (sustentar; defender; favorecer, apoiar; conservar, cuidar) é bem mais abrangente pois não se restringe a sustentar, mais inclui a idéia de defender, favorecer, apoiar, conservar e cuidar.

Portanto, quando se fala em cidades sustentáveis deve-se iniciar pela pergunta como as cidades se sustentam. Hoje as grandes metrópoles já são consideradas insustentáveis, pois elas não conseguem gerar os recursos mínimos para a sustentabilidade de seus cidadãos.

Começando pela ação defesa da cidade e de seus cidadãos, já temos uma questão mais delicada. No nosso sistema político institucional a segurança é competência do Estado, podendo os municípios, acessoriamente cuidar do trânsito e da segurança de prédios e lugares públicos.

Quando se fala em recursos financeiros, para atender as demais funções básicas de educação e saúde, constata-se que eles vêm dos outros níveis de Governo. Os municípios têm suas receitas, mas as mesmas são insuficientes para atender todos os serviços de competência municipal.

Segundo dados do Ministério da Fazenda o total da carga tributária brasileira, no período de 2005/9 teve a seguinte distribuição:

COMPETÊNCIA PERCENTUAL
Federal 70,0%
Estadual 25,5%
Municipal 2,5%

Considerando esta distribuição, extremamente centralizadora, como podem os municípios atenderem as inúmeras demandas de seus cidadãos, sem que haja uma melhor redistribuição de renda e de responsabilidades dos diferentes níveis de governo?

É importante salientar que, muito embora o Governo Federal e os Estaduais repassem recursos para educação, saúde e segurança, é nos municípios que a ação acontece. São os municípios, em contato direto com os cidadãos, que devem prestar os serviços, são eles que recebem as reclamações, e é neles que devem começar as ações de sustentabilidade

Acredito que a solução para a grande maioria dos problemas municipais, está na aplicação práticas consideradas mundialmente como sustentáveis. O cidadão precisa conscientizar-se de que ele tem o poder de apoiar as mudanças. Ele pode defender e apoiar ações que signifiquem uma aplicação mais eficiente e eficaz dos recursos públicos. Recursos estes que foram gerados por ele mesmo.

Esta atitude de participação fiscalizadora serve para nos torna mais conscientes de que também é obrigação do cidadão conservar e cuidar o ambiente que o cerca, começando por sua casa e, continuando por sua rua, sua escola, sua comunidade, sua cidade.

Uma cidade é um agrupamento de pessoas, que se utilizam de prédios, de sistemas de transporte, de abastecimento de água e energia para seu conforto. Neste espaço ocorrem os relacionamentos, no qual a Administração Pública deve prover serviços eficientes em termos, principalmente, de saúde, educação e segurança.

Logo uma cidade sustentável é aquela em que todos estes fatores interagem com sincronia, criando uma rede, em que prestadores de serviços, servidores públicos e clientes interagem de forma civilizada e cooperativa, com o objetivo final de sempre conseguir o bem comum.

(1) Pesquisa na Internet em 10/5/16. Wikipédia. https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil
(2) Pesquisa na Internet em 10/5/16.http://www.suapesquisa.com/ecologiasaude/sustentabilidade.htm
(3) Pesquisa na Internet em 10/5/16.https://pt.wikipedia.org/wiki/Sustentabilidade

(*) Bacharel em Economia pela Universidade de Cruz Alta, RS; Bacharel em Administração Pública e de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Mestrado em Administração pela Universidade de Syracuse, New York, USA; Mestrado em Auditoria e Gestão Ambiental pela Universidad de Leon, Madrid, Espanha; Professor Universitário; Consultor Organizacional. Ambientalista; Presidente do Instituto Gaúcho de Sustentabilidade
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Desenvolvido por Traço D – 2018

Equipe

ELEIÇÃO PARA ESCOLHA DIRIGENTES DO INSTITUTO DE SUSTENTABILIDADE E RESILIENCIAS – ISR, realizado no dia 13/04/2018, às 17:00 horas na rua Fernandes Vieira, 101, Bom. Fim, Porto Alegre, RS

MEMBROS ELEITOS PARA O BIENIO 2018/2020 DA DIRETORIA DO INSTITUTO DE SUSTENTABILIDADE E RESILIÊNCIA -ISR

Nome: VOLNEI ALVES CORRÊA – Presidente

Nome: MAXIMILIANO NICOLAY – Diretor Financeiro

Nome: FABIO SILVEIRA VILELLA – Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento

Nome: TANIRA LESSA FLÔRES SOARES – Diretora Administrativa

CONSELHO FISCAL DO INSTITUTO DE SUSTENTABILIDADE E RESILIÊNCIA -ISR

Nome: FERNANDO RIBEIRO HEISSLER

Nome completo: CARLOS EDUARDO SOUZA FERNANDES

Nome: JAIRO GABRIEL FONSECA DORNELLES

Nome: MARIA LUIZA SANTOS

Nome: ANANDA BERTRAN BORGES

Nome: SARA CERON HENTGES

Lista de Profissionais do ISR:
 
Antonio Carlos B Jaques – Economista
Ananda Borges – Ecologista
Carlos E. S.  Fernandes – Empresario
Carlos Sonier Nascimento – Enge.Eletrico
Daniel Lucas – Empresario
Darci Barnech Campani – Agrônomo
Fabio Villela – Biólogo
Fernando Ribeiro Heissler – Agrônomo
Jairo Gabriel Dornelles – Advogado
João Pedro Demore – Oceanólogo
Jonas Carmona Venturini  – Administrador
Ligiane A Weber – Química
Luara Candido – Ecologista
Luciano Bittencourt Dutra – Advogado
Maria Luiza Santos – Eng. Florestal
Mariana Jacques – Administradora
Maximiliano Nicolay – Biólogo
Roberto Schnkel Gomes – Administradora
Sara Ceron Hentges – Eng. Ambiental
Tainan V Caballero – Empresario
Tanira Lessa Flôres Soares – Hotelaria
Tiago Grazziani – Administrador
Volnei Alves Corrêa – Administrador

Desenvolvido por Traço D – 2018

Projeto Piloto: MANUTENÇÃO E PRESERVAÇÃO DAS NASCENTES DO ARROIO CASTELHANO

  EXECUTOR:       PREFEITURA MUNICIPAL DE VENÃNCIO AIRES – RS

  PARCERIAS : INSTITUTO DE SUSTENTABILIDADE E RESILIENCIA – ASSOCIAÇÃO RIOGRANDENSE DE EMPREENDIMENTOS DE ASSISTENCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL – EMATER

 FINANCIADOR:  COMPANHIA RIO-GRANDENSE DE  ABASTECIMENTO- CORSAN

 

JUSTIFICATIVA – O Brasil é o País com a maior oferta hídrica do mundo, possuindo segundo dados da Agência Nacional de Águas, aproximadamente 12% da água doce do Planeta. O grande manancial destas águas é o Aquífero Guarani, grande parte dele em território gaúcho.

Venâncio Aires-Rs, tem em sua área demográfica a Sub Bacia Hidrográfica do Arroio Castelhano que abrange 66,0% da área, apresentando uma superfície de 675,3 km2 e, extensão superior a 100 km.

Este Arroio é um curso de água que atravessa toda a extensão do Município, com 96 nascentes, já identificadas, fornecendo mais de 90% da água consumida pelos habitantes da área urbana. .

Em sua maior parte, o Arroio é cercado por pequenas e médias propriedades rurais, bem como por áreas de remanescentes florestais. Por outro lado, ao cruzar a zona urbana, atinge uma parte da população e indústrias, além de receber cargas provenientes de seis afluentes centrais.

Para desenvolver o trabalho foi definido a identificação de uma amostra de 5 a 10 nascentes para serem desenvolvidos os trabalhos de recuperação.

2.OBJETIVOS

2.1. GERAL

O objetivo geral deste projeto piloto é executar ações que venham a recuperar, preservar e realizar a manutenção permanente de x Nascentes do Arroio Castelhano.

2.2. ESPECIFICOS

a) Diagnosticar o estado de conversação das Nascentes

b) Fazer análise quantitativa e qualitativa da água proveniente das Nascentes

c) Executar obras e serviços de conservação e proteção das nascentes

d) Estabelecer critérios para as atividades de manutenção das Nascentes

3.METODOLOGIA

Este projeto será desenvolvido através dos seguintes passos:

3.1. Limpeza do local do afloramento de água

3.2. Estruturação da base

3.3. Construção da estrutura física de proteção

3.4. Instalação do filtro de captação

3.5. Finalização da obra de alvenaria

3.6. Higienização da estrutura física de proteção

3.7. Preenchimento da estrutura física de proteção

3.8. Colocação da cobertura

3.9. Ligação da água captada para utilização na unidade familiar

3.10 Caixa d’água a jusante da fonte

4.CRONOGRAMA

ATIVIDADE1º MES.2º MES3º MES4º MES.
Identificação das NascentesX   
DiagnosticoXX  
Recuperação XXX

5.ORÇAMENTO

ÍTEM DESPESACARGA HORARIAVALOR UNITARIOTOTAL
PESSOAL   
Pedreiros  (*)   
MAT. CONSUMO 2.500,0017.500,00
SERV. TERCEIROS 1.071,00 7.497,00
TOTAL  24.997,00

(*) Será utilizada mão de obra da Prefeitura Municipal de  Venâncio Aires

AGRICULTORES PROJERTO PILOTO “MANUTENÇÃO E PRESERVAÇÃO DAS NASCENTES DO ARROIO CASTELHANO” DE VENÂNCIO AIRES-RS.

Elói Weyh – Linha 17 de Junho – CPF 558.566.240-68 – Coord. geográficas (Datum SIRGAS 2000): Lat -29°34’31.6”/Long  -52°12’00.7”.

Írio Erni Posselt – Linha Harmonia da Costa – CPF 408.925.220-20 – Coord. geográficas (Datum SIRGAS 2000): Lat -29°32’52.2”/Long -52°14’06.3”.
 
 
Eroni Erno Gaertner – Linha Arroio Grande – CPF 261.297.600-00 – Coord. geográficas (Datum SIRGAS 2000): Lat -29°33’17.7”/-52°16’22.7”.

Nelson Gaertner – Linha Arroio Grande – CPF 660.650.970-04 – Coord. geográficas (Datum SIRGAS 2000): Lat -29°33’18.7”/-52°16’22.8”.

Amália Lúcia Metz/Osvino Schweickart – Linha Arroio Grande – CPF 653.065.620-00 – Coord. geográficas (Datum SIRGAS 2000): Lat -29°33’53.2”/-52°17’21.6”.

Antonio Derli Nunes da Silva – Linha Marechal Floriano – CPF 418.107.830-20 – Coord. geográficas (Datum SIRGAS 2000): Lat -29.585704°/-52.288001°.

José Raimundo Kipper – Linha Grão Pará – CPF 069.252.190-91 – Coord. geográficas (Datum SIRGAS 2000): Lat -29.57935°/Long -52.18980°

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PROPOSTAS DE ATUAÇÃO PARA 2018

INSTITUTO DE SUSTENTABILIDADE E RESILIÊNCIA
PROPOSTAS DE ATUAÇÃO PARA 2018

CONSULTORIA
Identificação de Passivos Ambientais
Planos de Gestão de Resíduos Sólidos
Projetos para Mobilidade Urbana
Projetos para o Programa Produtor de Água
Turismo como Instrumento de Sustentabilidade
Projeto de recuperação da mata nativa e ciliar
Práticas Sustentáveis e Gestão dos Recursos Orgânicos Disponíveis
Uso da Energia Solar Fotovoltaica na EMEF São Judas Tadeu de Venâncio Aires

ASSESSORIA
Continuidade do processo de Implementação da Agenda 21 Venâncio Aires
Gerenciamento de Projetos
Gerenciamento de Passivos Ambientais, conservação do bioma pampa por meio de atividades sustentáveis
V Salão Sustentável
Programa Protetor das Águas

TREINAMENTO
Palestras
Gestão da sustentabilidade no Serviço Público
Gestão da sustentabilidade na Escola
Gestão da Sustentabilidade para o cidadão
A implementação da Agenda 21 em Venâncio Aires
Arroio Castelhano:  Fonte de Vida, de Subsistência, de Amor

Oficinas

Workshop

Qual ação sustentável você pratica ou quer na sua cidade?
Sustentabilidade em Ação

Cursos

Despertando Líderes Municipais
A gestão Ambiental nos Municípios
Plano de Resíduos Sólidos
Fiscalização e Licenciamento. Ambiental
Construção da Agenda 21


PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL PARA MUNICIPIOS GAUCHOS
SUGESTÃO DE TEMAS PARA PALESTRAS

Sensibilização de Dirigentes Municipais
Clientela: Prefeitos, Vice, Secretários Municipais, Câmara de Vereadores

Gestão Ambiental dos Municípios
Estruturação de um Sistema Municipal de Meio Ambiente
Clientela: Secretarias Municipais, Escolas, Comunidade

Planejamento da Gestão Ambiental dos Municípios
Plano de Resíduos Sólidos Municipais
Sistema de Geração de Resíduos
Aspectos e Impactos ambientais
Clientela: Secretarias Meio Ambiente, Associações Comerciais e Industriais

Fiscalização e Licenciamento Ambiental
Legislação Ambiental
Licenciamento Ambiental
Construção da Agenda 21
Clientela: Secretarias Municipais, Câmara de Vereadores, Associações Comerciais e Industriais

Educação Ambiental
Educação Ambiental nas Escolas
Educação Ambiental na Comunidade
Clientela: Escolas, Comunidades

Desenvolvido por Traço D – 2018

INSTITUTO DE SUSTENTABILIDADE E RESILIÊNCIA – ISR

Instituto de sustentabilidade e Resiliência – O ISR

Estamos vivendo em uma Sociedade em que as disrupturas estão cada vez mais presentes. As mudanças climáticas, por exemplo, têm afetado nosso ambiente e sem dúvida alguma, somos nós os grandes geradores de condições para que estas mudanças venham ocorrendo com mais frequência.

Os fenômenos climáticos, principalmente os resultantes da ação dos Seres Humanos, fizeram com que os indivíduos começassem cada vez mais a se preocupar com a Resiliência. Em sua origem latina, resiliens, significa voltar ao normal, ou seja, resiliência seria a capacidade de voltar ao seu estado natural, principalmente após alguma situação crítica e fora do comum

S. Holding, na década de 70, utilizou, pela primeira vez a expressão resiliência ambiental, definindo-a como ¨ a aptidão de um determinado sistema que lhe permite recuperar o equilíbrio depois de ter sofrido uma perturbação¨.

O grupo 100 Cidades Resilientes, define Resiliência como  “a capacidade de indivíduos, comunidades, instituições, empresas e sistemas dentro de uma cidade  sobreviver, adaptar e crescer independentemente dos tipos de estresse crônico e choques agudos que experimentam”.

O Instituto de Sustentabilidade e Resiliência, criado por um grupo de ambientalistas, se propõe a atuar junto aos Municípios, procurando, através de ações sustentáveis, mobilizar as Comunidades, ajudando-as a desenvolverem atividades resilientes que permitam o desenvolvimento social, econômico e ambiental.    Para o ISR, a capacidade de nos recuperarmos ou de nos adaptarmos positivamente diante das adversidades ou riscos significativos é uma atitude resiliente. O que procuramos é pensar mais no que fazer com o que aconteceu, utilizando a adversidade para encontrar novas oportunidades.
Você concorda com este posicionamento? Caso positivo, associe-se a nós e vamos juntos procurar soluções para os problemas sociais, econômicos e ambientais que estão impedindo o Crescimento e Desenvolvimento Sustentável do Município de Venâncio Aires, do nosso Estado, do nosso País.

Desenvolvido por Traço D – 2018