A DOR DO ARROIO CASTELHANO

A DOR DO ARROIO CASTELHANO

(*) Adm. Volnei Alves Corrêa

Na última quinta feira tive mais uma oportunidade de, juntamente com técnicos da Companhia Riograndense de Saneamento (CORSAN), fazer uma visita técnica pelas margens do Arroio Castelhano. O dia estava lindo e a caminhada de aproximadamente quatro quilômetros foi realizada em mais ou menos de duas horas.

Desta vez não fui ver suas nascentes, mas a situação de suas margens e seu leito na região próxima à área urbana de Venâncio Aires. Iniciamos nossa aventura , logo após a Vila Dietrich, há uns seis ou sete quilômetros do ponto onde a CORSAN tem sua estação de captação das águas do Arroio.

A primeira imagem com que nos deparamos foi a da figura abaixo.

Uma ponte inconclusa, servindo como barreira de galhos e outros detritos, propiciando mais assoreamento, pois nas enchentes está ponte só está servindo para, pelo represamento das águas, aumentar o seu volume e ocasionar o desmoronamento das margens.

Esta ponte dentro de uma propriedade particular parece mais uma daquelas obras que vai ¨do nada a lugar nenhum¨. Sua altura demonstra que ela foi feita para ser interditada toda a vez que o Castelhano tivesse um grande aumento de água em sua evasão.

No percurso muitos outros problemas foram identificados. Inicialmente pode-se constatar que a retificação feita em meados dos 80 para que a cidade não sofresse com as enchentes, não atingiu seu objetivo. Na época os responsáveis achavam que eliminando as curvas normais do arroio, seu traçado retilíneo daria maior vazão às águas. Além de as enchentes continuarem, o Arroio, caprichosamente, está procurando voltar a sua forma original. Parece que os responsáveis pelas obras de retificação esqueceram um adágio que os antigos muito usavam. ¨ O homem põe e a Natureza dispõe. ¨

A falta de proteção ao leito do Arroio, ocasionada pela eliminação de grande parte da   mata ciliar, aliada a tendência do arroio voltar ao seu formato original, estão ocasionando grandes áreas de assoreamento como se pode ver na figura a seguir.

Até aqui apresentei resultados da intervenção dos homens a partir de obras, muitas vezes mal planejadas, que não resolvem o problema existente e acabam gerando outros de maior repercussão.

Vou agora apresentar verdadeiros crimes ambientais cometidos por pessoas que usufruem deste Arroio, mas parece não terem a menor consciência do mal, que suas ações, estão ocasionando ao ambiente como um todo.

Quanto tempo vocês imaginam para que todo este lixo aí colocado esteja flutuando nas águas do Arroio? Estes resíduos já estão poluindo as margens do Arroio e na primeira enchente, que não precisa ser muito grande, estarão flutuando e contaminando as águas do Arroio Castelhano.

Vejam estes resíduos estão colocados nas margens do Arroio de uma propriedade privada. Podem dizer que falta fiscalização, mas eu garanto que o que está ocorrendo é uma falta de consciência das pessoas que assim agem.

A legislação é muito clara sobre a responsabilidade de quem gera qualquer tipo de resíduo. A Lei que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos determina em seu artigo 28 que ¨ O gerador de resíduos sólidos domiciliares tem cessada sua responsabilidade pelos resíduos com a disponibilização adequada para a coleta ou, nos casos abrangidos pelo art. 33, com a devolução. ¨ Em síntese somos responsáveis pelo resíduos que geramos até seu encaminhamento para o destino final, que pode ser por reuso, reciclagem ou disposição em local adequado.

A figura a seguir nos dá uma ideia, de outra forma de descumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Esta embalagem foi encontrada a poucos metros da margem do Arroio

O Artigo. 33 do Plano Nacional de Resíduos Sólidos estabelece que ¨  são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de:  agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso, observadas as regras de gerenciamento de resíduos perigosos previstas em lei ou regulamento, em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do Sistema Nacional de Vigilância Sanoitária e do Suasa, ou em normas técnicas.¨

Será que a pessoa que sugeriu a utilização do veneno que está embalagem continha, ou aquela que o vendeu não deram estas informações contidas na Lei ao consumidor? Quem será o culpado? Quem será responsabilizado?

Aqui mais um exemplo de poluição das águas. As bolhas que aparecem nesta vala são resultados de detergentes lançados, nos sistemas de drenagem de águas pluviais urbanas. Estes sistemas são projetados para receber o escoamento superficial das águas de chuva que caem nas áreas urbanas, mas acabam sendo receptores de águas usadas, também chamadas de cinzas, que são lançadas pela população urbana. Estou falando de águas das pias, dos chuveiros, das máquinas de lavar roupa.

Não acredito em mudança de comportamento apenas pela punição. Como professor sou daqueles que acreditam que só uma boa educação pode mudar os hábitos, os costumes e as atitudes, de pessoas que apesar de, dependerem do ambiente em que vivem, esquecem de retribuir com carinho e atenção tudo o que tem recebido da Terra, nossa grande Mãe.

Podem estar perguntando porque denominei este texto como a ¨Dor do Arroio Castelhano. ¨ Não sei bem porque, mas fazendo está caminhada por suas margens, senti muita dor. Não uma dor física, mas algo que veio de dentro, como se eu estivesse também sendo judiado, agredido, maltratado. Senti seu esforço em continuar sua trajetória, apesar dos obstáculos colocados pelo homem, do assoreamento de suas margens, do lixo jogado em suas águas, das tentativas de retificar seu leito, dos descaso com que o tratam.

Ainda não descobri porque o denominaram de Castelhano, mas minha origem uruguaia talvez seja o motivo de minha aproximação. Não tive a oportunidade de nadar em suas águas, mas já bebi de sua água pura das nascentes e, talvez esta ação esteja me dando forças para continuar lutando pela sua preservação.

 (*) Bacharel em Economia pela Universidade de Cruz Alta, RS; Bacharel em Administração Pública e de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Mestrado em Administração pela Universidade de Syracuse, New York, USA; Mestrado em Auditoria e Gestão Ambiental pela Universidad de Leon, Madrid, Espanha; Professor Universitário; Presidente do Instituto Gaúcho de Sustentabilidade, Consultor Organizacional. Ambientalista

Venâncio Aires, 11/08/2017

 

 

 

 

 

A DOR DO ARROIO CASTELHANO

(*) Adm. Volnei Alves Corrêa

Na última quinta feira tive mais uma oportunidade de, juntamente com técnicos da Companhia Riograndense de Saneamento (CORSAN), fazer uma visita técnica pelas margens do Arroio Castelhano. O dia estava lindo e a caminhada de aproximadamente quatro quilômetros foi realizada em mais ou menos de duas horas.

Desta vez não fui ver suas nascentes, mas a situação de suas margens e seu leito na região próxima à área urbana de Venâncio Aires. Iniciamos nossa aventura , logo após a Vila Dietrich, há uns seis ou sete quilômetros do ponto onde a CORSAN tem sua estação de captação das águas do Arroio.

A primeira imagem com que nos deparamos foi a da figura abaixo.

Uma ponte inconclusa, servindo como barreira de galhos e outros detritos, propiciando mais assoreamento, pois nas enchentes está ponte só está servindo para, pelo represamento das águas, aumentar o seu volume e ocasionar o desmoronamento das margens.

Esta ponte dentro de uma propriedade particular parece mais uma daquelas obras que vai ¨do nada a lugar nenhum¨. Sua altura demonstra que ela foi feita para ser interditada toda a vez que o Castelhano tivesse um grande aumento de água em sua evasão.

No percurso muitos outros problemas foram identificados. Inicialmente pode-se constatar que a retificação feita em meados dos 80 para que a cidade não sofresse com as enchentes, não atingiu seu objetivo. Na época os responsáveis achavam que eliminando as curvas normais do arroio, seu traçado retilíneo daria maior vazão às águas. Além de as enchentes continuarem, o Arroio, caprichosamente, está procurando voltar a sua forma original. Parece que os responsáveis pelas obras de retificação esqueceram um adágio que os antigos muito usavam. ¨ O homem põe e a Natureza dispõe. ¨

A falta de proteção ao leito do Arroio, ocasionada pela eliminação de grande parte da   mata ciliar, aliada a tendência do arroio voltar ao seu formato original, estão ocasionando grandes áreas de assoreamento como se pode ver na figura a seguir.

 

Até aqui apresentei resultados da intervenção dos homens a partir de obras, muitas vezes mal planejadas, que não resolvem o problema existente e acabam gerando outros de maior repercussão.

Vou agora apresentar verdadeiros crimes ambientais cometidos por pessoas que usufruem deste Arroio, mas parece não terem a menor consciência do mal, que suas ações, estão ocasionando ao ambiente como um todo.

Quanto tempo vocês imaginam para que todo este lixo aí colocado esteja flutuando nas águas do Arroio? Estes resíduos já estão poluindo as margens do Arroio e na primeira enchente, que não precisa ser muito grande, estarão flutuando e contaminando as águas do Arroio Castelhano.

Vejam estes resíduos estão colocados nas margens do Arroio de uma propriedade privada. Podem dizer que falta fiscalização, mas eu garanto que o que está ocorrendo é uma falta de consciência das pessoas que assim agem.

A legislação é muito clara sobre a responsabilidade de quem gera qualquer tipo de resíduo. A Lei que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos determina em seu artigo 28 que ¨ O gerador de resíduos sólidos domiciliares tem cessada sua responsabilidade pelos resíduos com a disponibilização adequada para a coleta ou, nos casos abrangidos pelo art. 33, com a devolução. ¨ Em síntese somos responsáveis pelo resíduos que geramos até seu encaminhamento para o destino final, que pode ser por reuso, reciclagem ou disposição em local adequado.

A figura a seguir nos dá uma ideia, de outra forma de descumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Esta embalagem foi encontrada a poucos metros da margem do Arroio

O Artigo. 33 do Plano Nacional de Resíduos Sólidos estabelece que ¨  são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de:  agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso, observadas as regras de gerenciamento de resíduos perigosos previstas em lei ou regulamento, em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do Sistema Nacional de Vigilância Sanoitária e do Suasa, ou em normas técnicas.¨

Será que a pessoa que sugeriu a utilização do veneno que está embalagem continha, ou aquela que o vendeu não deram estas informações contidas na Lei ao consumidor? Quem será o culpado? Quem será responsabilizado?

Aqui mais um exemplo de poluição das águas. As bolhas que aparecem nesta vala são resultados de detergentes lançados, nos sistemas de drenagem de águas pluviais urbanas. Estes sistemas são projetados para receber o escoamento superficial das águas de chuva que caem nas áreas urbanas, mas acabam sendo receptores de águas usadas, também chamadas de cinzas, que são lançadas pela população urbana. Estou falando de águas das pias, dos chuveiros, das máquinas de lavar roupa.

Não acredito em mudança de comportamento apenas pela punição. Como professor sou daqueles que acreditam que só uma boa educação pode mudar os hábitos, os costumes e as atitudes, de pessoas que apesar de, dependerem do ambiente em que vivem, esquecem de retribuir com carinho e atenção tudo o que tem recebido da Terra, nossa grande Mãe.

Podem estar perguntando porque denominei este texto como a ¨Dor do Arroio Castelhano. ¨ Não sei bem porque, mas fazendo está caminhada por suas margens, senti muita dor. Não uma dor física, mas algo que veio de dentro, como se eu estivesse também sendo judiado, agredido, maltratado. Senti seu esforço em continuar sua trajetória, apesar dos obstáculos colocados pelo homem, do assoreamento de suas margens, do lixo jogado em suas águas, das tentativas de retificar seu leito, dos descaso com que o tratam.

Ainda não descobri porque o denominaram de Castelhano, mas minha origem uruguaia talvez seja o motivo de minha aproximação. Não tive a oportunidade de nadar em suas águas, mas já bebi de sua água pura das nascentes e, talvez esta ação esteja me dando forças para continuar lutando pela sua preservação.

 (*) Bacharel em Economia pela Universidade de Cruz Alta, RS; Bacharel em Administração Pública e de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Mestrado em Administração pela Universidade de Syracuse, New York, USA; Mestrado em Auditoria e Gestão Ambiental pela Universidad de Leon, Madrid, Espanha; Professor Universitário; Presidente do Instituto Gaúcho de Sustentabilidade, Consultor Organizacional. Ambientalista

Venâncio Aires, 11/08/2017

 

 

 

 

 

UMA SOCIEDADE RESILIENTE

(*) Adm. Volnei Alves Corrêa

A primeira vez que ouvi a palavra Resiliência foi numa palestra patrocinada pelo Conselho Regional de Administração do Rio Grande do Sul, dentro de seu ciclo de Palestras, denominado Ciclos de Debates Em Administração.    De imediato fui procurar o significado da palavra e em que situações ela poderia ser aplicada. O que realmente significaria a palavra resiliência?    Em sua origem latina, resiliens, significa voltar ao normal, ou seja, resiliência seria a capacidade de um objeto, um ser vivo,  voltar ao seu estado natural, principalmente após alguma situação crítica e fora do comum.

Para os psicólogos, resiliência nada mais é do que a capacidade de uma pessoa lidar com seus próprios problemas, vencer obstáculos e não ceder à pressão, seja qual for a situação. Em outras palavras, resiliência também pode ser a habilidade de se manter sereno diante de uma situação de estresse, ou a capacidade de regular a intensidade de seus impulsos no sistema neuromuscular (nervos e músculos). Ou seja, seria a  aprendizagem de não se levar, impulsivamente, pela experiência de uma emoção.

Um famoso ecologista canadense, C. S. Holling (1), na década de 70, utilizou, pela primeira vez a expressão resiliência ambiental, definindo-a como ¨ a aptidão de um determinado sistema que lhe permite recuperar o equilíbrio depois de ter sofrido uma perturbação¨. Este conceito remete para a capacidade de restauração de um sistema ambiental.

Tive oportunidade de observar in loco este fenômeno num Arroio que banha o município de Venâncio Aires, RS. Na década de 80, através do Programa Federal PRÓVARZEAS e depois através do próprio Departamento Nacional de Obras e Dragagens (DNOS), o Arroio Castelhano sofreu várias retificações. Sem entrar no mérito das intervenções realizadas, fazendo uma visita às margens do referido Arroio, constatei que o último trecho retificado está voltando a sua forma natural. Isto pode ser considerado como resiliência ambiental.

Como poderemos aplicar este conceito ao comportamento humano?            Não tenho uma ideia muito clara, mais eu começaria por um estudo das antigas tradições. Não precisa ser dos indígenas de outros países, não precisa ser da antiguidade. Acredito que podemos encontrar respostas com nossos próprios ancestrais. Basta pergunta para nossos avós, basta observar o que acontecia, para poder verificar como eles se comportavam em situações de turbulência.

Nós, além de poluirmos os leitos hídricos, estamos destruindo as matas ciliares que protegem nossos rios, riachos e arroios. Achamos que se plantarmos, junto as suas margens, e cuidarmos por, no mínimo cinco anos, elas se recuperarão. Isto, de fato pode acontecer, mas seria bem mais fácil e, talvez mais eficaz, simplesmente cercar a área degradada e deixar a natureza exercer sua ação resiliente.

Para o Grupo 100 Cidades Resilentes, a construção da resiliência urbana requer olhar uma cidade de forma holística. Para que isto aconteça é necessário  compreender os sistemas que compõem a cidade, as interdependências e os riscos que podem enfrentar. Ao fortalecer o tecido subjacente de uma cidade e ,entender melhor os possíveis choques e tensões que pode enfrentar, uma cidade pode melhorar sua trajetória de desenvolvimento e o bem-estar dos seus cidadãos. (2)   Assim o Grupo 100 Cidades Resilientes, define Resilência como  “a capacidade de indivíduos, comunidades, instituições, empresas e sistemas dentro de uma cidade  sobreviver, adaptar e crescer independentemente dos tipos de estresse crônico e choques agudos que experimentam”.(3)

Como os individuos as sociedades humanas vivem em stress, uns são crônicos outros agudos.    Para nós humanos um stress agudo é aquele que nos acomete seja por uma doença, uma desavença,sendo,  normalmente ,de curta duração. Já o stress crônico é normalmente um evento mais dramático, tal como um acidente.(4)

Uma comunidade pode ser acometida de desastres que podem ser classificados de crônicos. Dentre eles poderíamos destacar, os alto índices de desemprego, sistemas de transportes públicos ineficientes e ultrapassados, uma violência endêmica ,cada vez maior, escassez  e muitas  vezes falta de alimentos e agua. Estes são desastres que poderíamos chamar de antropomorfícos, ou seja, gerados a partir da ação de seres humanos.             Outro tipo de choque que a natureza sofre são os agudos. São em sua maioria repentinos, ameças que surgem, algumas passíveis de percepção, outras não. Neste caso podemos arrolar, as inundações, terremotos, maremotos, epidemias,  ondas de calor, fogo, acidentes com materiais perigosos, tornado, terrorismo, surto de doença, etc.

Com os desastres que ocasionam os stresses crônicos de uma Cidade, tem-se inúmeras maneiras de eliminá-las, através da análise e busca de solução para seus efeitos. O desemprego pode ser minimizado através da geração de novos empreendimentos.

Os sistemas de transporte publicos podem ser melhor desenvolvidos, reduzindo o uso de veículos automotores nas cidades, com a utilização de meios alternativos, tais como bicicletas.    A violência,entrentanto não pode continuar a ser enfrentada com violência.A única solução que me ocorre, e não é de curto prazo, é a educação em tempo integral.Tirar as crianças das ruas é uma forma de eliminar a principal fonte de disseminação do uso de drogas.    Finalmente, a escassez de alimentos, por sua vez,  deve ser combatida através de uma maior produção local de alimentos possíveis de serem cultivados em pequenas áreas do espaço urbano.

Nas cidades do interior, a maioria das casas possui um pátio. Os espaços urbanos vazios ainda são inúmeros. A criação de hortas residencias, hortas em escolas e hortas urbanas será a ação mais imediata e positiva para se combater a escassez de alimentos.

CITAÇÕES

(*) Bacharel em Economia pela Universidade de Cruz Alta, RS; Bacharel em Administração Pública e de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Mestrado em Administração pela Universidade de Syracuse, New York, USA; Mestrado em Auditoria e Gestão Ambiental pela Universidad de Leon, Madrid, Espanha; Professor Universitário; Consultor Organizacional. Ambientalista; Presidente do Instituto de Sustentabilidade e Resiliência

E-mail: volnei1941@gmail.com

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A ORIGEM DOS RESIDUOS E A RESILIENCIA

  A ORIGEM DOS RESÍDUOS  E A RESILIÊNCIA  Adm. Volnei Alves Corrêa ‘Viva mais simplesmente para que os outros   possam simplesmente viver’.   Mahatma Gandhi CONSUMISMO O consumismo desenfreado teve sua origem na Revolução Industrial, onde a transformação artesanal existente passou a transformar-se em   fabricação em série. USA – produzem 170 mil pilhas/ minuto 106 mil latas e 60 mil sacolas plásticas descartadas, por segundo. 2 milhões de garrafas plásticas viram lixo em 5 segundos. 1 milhão de copos plásticos, apenas em voos comerciais no espaço aéreo americano, a cada 6 horas O resultado disto é que MAIS consumo, origina MAIS geração de resíduos. Consumindo MAIS temos  sobra de MAIS OBSOLETISMOS PROGRAMADO O obsoletismo programado acontece quando os produtos são substituídos em tempo recorde por outros mais modernos, muitas vezes desnecessariamente, sem políticas de reciclagem. Ex. Celulares, e a maioria dos produto eletroeletrônicos. Só Estados Unidos, 426 mil celulares saem de circulação diariamente. DESPERDÍCIO Sempre que compramos em excesso acabamos, aumentando o volume de resíduos.  Cada pessoa, numa cidade do interior, gera, em média, 600 gramas de resíduo /dia, sendo 60% orgânico e 40% inorgânico. Do inorgânico, apenas 10% é reaproveitado. Quase totalidade do orgânico é encaminhado para aterros. Com estas ações, os seres humanos, estão desrespeitando os limites da reposição natural do Planeta Terra. Dividindo a extensão da Terra pelo total da população mundial, haveria 1,8 hectares por pessoa. Cada indivíduo tem utilizado 2,2 hectares, resulta em 25 % a mais de consumo do que a capacidade do planeta. Ou seja, estamos precisando de um segundo Planeta para descartar nossos resíduos. SIGNIFICADO DE RESILIÊNCIA Resiliência é a capacidade de voltar ao seu estado natural, principalmente após alguma situação crítica e fora do comum. Em Latim: resiliens significa voltar ao estado normal, RESILIÊNCIA AMBIENTAL:  É a aptidão de um determinado sistema que lhe permite recuperar o equilíbrio depois de ter sofrido uma perturbação. RESILIÊNCIA NA PSICOLOGIA: É a capacidade de uma pessoa lidar com seus próprios problemas, vencer obstáculos e não ceder à pressão, seja qual for a situação. RESILIÊNCIA NA FÍSICA: é a propriedade dos materiais que acumulam energias, quando são submetidos a situações de estresse, como rupturas.  QUE É RESILIÊNCIA URBANA? É A CAPACIDADE DE INDIVÍDUOS, COMUNIDADES, INSTITUIÇÕES, EMPRESAS E SISTEMAS DENTRO DE UMA CIDADE DE SOBREVIVER, ADAPTAR-SE E CRESCER, INDEPENDENTE DOS TIPOS DE ESTRESSES CRÔNICOS E CHOQUES AGUDOS QUE VIVENCIAM.  AS TENSÕES CRÔNICAS INCLUEM: Falta de habitação a preços acessíveis; Desemprego em massa/alto, Pobreza/desigualdade, Infraestrutura envelhecida, poluição da água ou do ar, Seca e escassez de água, Crime e violência, Instabilidade social,  OS CHOQUES AGUDOS INCLUEM: Furacões, tornados, inundações, Ondas de calor, Acidentes com materiais perigosos, Surto de doença, etc.  OS SISTEMAS RESILIENTES, EXIBEM CERTAS QUALIDADES, QUE OS CAPACITA A RESISTIREM, RESPONDEREM E SE ADAPTAREM MAIS RAPIDAMENTE A CHOQUES E TENSÕES. Fonte: Pesquisa na internet  24 02 17 https://www.significados.com.br/resiliencia/

A RESILIÊNCIA HUMANA,ONDE ANDA?

O Planeta é Resiliente, as Plantas são Resilientes. Quando os Seres Humanos vão apreender a ser Resilientes com seu Semelhante?

Desenvolvido por Traço D – 2018

O Planeta é Resiliente, as Plantas são Resilientes. Quando os Seres Humanos vão apreender a ser Resilientes com seu Semelhante?

Desenvolvido por Traço D – 2018

O BRASIL QUE QUEREMOS

O BRASIL que queremos é um País Plural. Um lugar onde todos tem os mesmos direitos e deveres como Cidadãos e Cidadãs. Uma grande Comunidade,  formada por uma miscigenação de racas, de culturas, de tradições, que nos diferenciam dos demais Países. Um País em que os Governantes servem aos governados, pois em realidade eles foram escolhidos para exercer este papel. Um Brasil  com muita ORDEM, sem a qual não haverá PROGRESSO, com muito Respeito, sem o qual não haverá Responsabilidade. Um lugar sem VIOLENCIA, onde as crianças sejam preparadas para o Futuro

 

Desenvolvido por Traço D – 2018

EM MEMORIA DE NOSSO ASSOCIADO CEZAR BUSATTO

PORTO ALEGRE RESPIRA E INSPIRA RESILIÊNCIA

2011 foi um ano emblemático para Porto Alegre. Ao longo de oito meses, discutimos a fundo os problemas, desejos e sonhos de cada bairro durante o V Congresso da Cidade. Essa construção, que envolveu milhares de pessoas de todas as representações sociais da Cidade, mostrou que a população clamava por novas respostas aos desafios impostos pelo século XXI, especialmente os de natureza social. Sim, a Porto Alegre tão reconhecida internacionalmente como a Capital da Participação Popular precisava se reinventar.
Ainda nesse contexto de busca por novas construções, fortalecido pelo clamor social que tomou conta do Brasil através das manifestações de milhões de pessoas em 2013, o lançamento do Projeto 100 Cidade Resilientes pela Fundação Rockefeller foi identificado como um propulsor para as mudanças que tanto desejávamos. E é com muita alegria que agora, ao término desta etapa de trabalho, podemos comemorar nossas inúmeras conquistas.
O lançamento da primeira Estratégia de Resiliência de Porto Alegre, a primeira da América Latina, ocorrido em janeiro de 2016, foi um importante marco para a Cidade e mostrou que estamos no caminho certo: o caminho da construção coletiva, da colaboração e da co-criação. Mais de 500 atores sociais estiveram envolvidos na elaboração deste documento ao longo de dois anos, desde as lideranças comunitárias até grandes empresários, passando pelas universidades, pelos poderes públicos e pelo terceiro setor. A Estratégia de Resiliência de Porto Alegre é uma representação daquilo que mais queremos como sociedade, deixando para trás a lógica excludente de vencedores e vencidos e levando adiante o diálogo, o entendimento das necessidades locais e a construção de oportunidades.

A partir desse diálogo e das conexões propiciadas pelo Desafio Porto Alegre Resiliente, ações concretas para o fortalecimento da sua resiliência ganharam corpo e hoje já servem como modelo para outras cidades da Rede. A construção do Índice de Desenvolvimento da Resiliência da Cidade , da Política Municipal de Eficiência Energética e Mudanças Climáticas, das Diretrizes Sociais da Revitalização do 4° Distrito – antiga área industrial da Cidade -, dos Centros de Juventude em quatro áreas de grande vulnerabilidade social e do fomento às preciosas Redes Locais de Resiliência nas 17 regiões do Orçamento Participativo são apenas algumas das iniciativas identificadas e estimuladas pelo Projeto e que estão, aos poucos, dando contornos práticos à formação de uma cidade mais preparada e resiliente.

O exemplo de Porto Alegre impulsionou ainda a discussão em outras escalas. Ao longo de 2016, por exemplo, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul levantou pela primeira vez o debate sobre Resiliência com a formação da Comissão Especial do Rio Grande Resiliente. O seu relatório final resultará em um Projeto de Lei para a implantação de Planos de Resiliência nos 497 municípios do Estado.
Todas essas ações nos deixam orgulhosos dos avanços obtidos pela Cidade nos últimos três anos, mas de forma alguma nos indicam o fim de uma caminhada. Temos enormes desafios ainda a serem enfrentados e as mudanças no contexto global, nacional e local que estamos vivendo sinalizam para a necessidade de um fortalecimento ainda mais radical da lógica da resiliência. Para evitar perdas e paradas que pudessem diminuir o ritmo dos ganhos propiciados pelo Desafio, articulamos junto a todas as candidaturas que se propuseram a concorrer no pleito eleitoral deste ano o compromisso para continuidade e avanço das ações.
O comprometimento do novo Prefeito era essencial para atingirmos nossa meta, que é chegar a 2022, ano em que Porto Alegre completa 250 anos de fundação, como cidade referência em Resiliência na América Latina. A sinalização já dada de manutenção do Desafio Porto Alegre Resiliente nos deixa confiantes de que este esforço não será perdido.

Após mais de 30 anos, nos quais passei por diversos cargos e funções públicas, ter sido designado para coordenar, articular e vertebrar uma cidade de 1,5 milhão de pessoas em torno do novo paradigma da resiliência representou o maior de todos os desafios de minha vida pública. Um trabalho que me deixa imensamente satisfeito e feliz por seus resultados e que não para por aqui. Sigo no caminho da colaboração e da boa luta para a construção de um mundo com mais e mais oportunidades para todos.

Viva a Resiliência!

Desenvolvido por Traço D – 2018