UMA SOCIEDADE RESILIENTE

(*) Adm. Volnei Alves Corrêa

A primeira vez que ouvi a palavra Resiliência foi numa palestra patrocinada pelo Conselho Regional de Administração do Rio Grande do Sul, dentro de seu ciclo de Palestras, denominado Ciclos de Debates Em Administração.    De imediato fui procurar o significado da palavra e em que situações ela poderia ser aplicada. O que realmente significaria a palavra resiliência?    Em sua origem latina, resiliens, significa voltar ao normal, ou seja, resiliência seria a capacidade de um objeto, um ser vivo,  voltar ao seu estado natural, principalmente após alguma situação crítica e fora do comum.

Para os psicólogos, resiliência nada mais é do que a capacidade de uma pessoa lidar com seus próprios problemas, vencer obstáculos e não ceder à pressão, seja qual for a situação. Em outras palavras, resiliência também pode ser a habilidade de se manter sereno diante de uma situação de estresse, ou a capacidade de regular a intensidade de seus impulsos no sistema neuromuscular (nervos e músculos). Ou seja, seria a  aprendizagem de não se levar, impulsivamente, pela experiência de uma emoção.

Um famoso ecologista canadense, C. S. Holling (1), na década de 70, utilizou, pela primeira vez a expressão resiliência ambiental, definindo-a como ¨ a aptidão de um determinado sistema que lhe permite recuperar o equilíbrio depois de ter sofrido uma perturbação¨. Este conceito remete para a capacidade de restauração de um sistema ambiental.

Tive oportunidade de observar in loco este fenômeno num Arroio que banha o município de Venâncio Aires, RS. Na década de 80, através do Programa Federal PRÓVARZEAS e depois através do próprio Departamento Nacional de Obras e Dragagens (DNOS), o Arroio Castelhano sofreu várias retificações. Sem entrar no mérito das intervenções realizadas, fazendo uma visita às margens do referido Arroio, constatei que o último trecho retificado está voltando a sua forma natural. Isto pode ser considerado como resiliência ambiental.

Como poderemos aplicar este conceito ao comportamento humano?            Não tenho uma ideia muito clara, mais eu começaria por um estudo das antigas tradições. Não precisa ser dos indígenas de outros países, não precisa ser da antiguidade. Acredito que podemos encontrar respostas com nossos próprios ancestrais. Basta pergunta para nossos avós, basta observar o que acontecia, para poder verificar como eles se comportavam em situações de turbulência.

Nós, além de poluirmos os leitos hídricos, estamos destruindo as matas ciliares que protegem nossos rios, riachos e arroios. Achamos que se plantarmos, junto as suas margens, e cuidarmos por, no mínimo cinco anos, elas se recuperarão. Isto, de fato pode acontecer, mas seria bem mais fácil e, talvez mais eficaz, simplesmente cercar a área degradada e deixar a natureza exercer sua ação resiliente.

Para o Grupo 100 Cidades Resilentes, a construção da resiliência urbana requer olhar uma cidade de forma holística. Para que isto aconteça é necessário  compreender os sistemas que compõem a cidade, as interdependências e os riscos que podem enfrentar. Ao fortalecer o tecido subjacente de uma cidade e ,entender melhor os possíveis choques e tensões que pode enfrentar, uma cidade pode melhorar sua trajetória de desenvolvimento e o bem-estar dos seus cidadãos. (2)   Assim o Grupo 100 Cidades Resilientes, define Resilência como  “a capacidade de indivíduos, comunidades, instituições, empresas e sistemas dentro de uma cidade  sobreviver, adaptar e crescer independentemente dos tipos de estresse crônico e choques agudos que experimentam”.(3)

Como os individuos as sociedades humanas vivem em stress, uns são crônicos outros agudos.    Para nós humanos um stress agudo é aquele que nos acomete seja por uma doença, uma desavença,sendo,  normalmente ,de curta duração. Já o stress crônico é normalmente um evento mais dramático, tal como um acidente.(4)

Uma comunidade pode ser acometida de desastres que podem ser classificados de crônicos. Dentre eles poderíamos destacar, os alto índices de desemprego, sistemas de transportes públicos ineficientes e ultrapassados, uma violência endêmica ,cada vez maior, escassez  e muitas  vezes falta de alimentos e agua. Estes são desastres que poderíamos chamar de antropomorfícos, ou seja, gerados a partir da ação de seres humanos.             Outro tipo de choque que a natureza sofre são os agudos. São em sua maioria repentinos, ameças que surgem, algumas passíveis de percepção, outras não. Neste caso podemos arrolar, as inundações, terremotos, maremotos, epidemias,  ondas de calor, fogo, acidentes com materiais perigosos, tornado, terrorismo, surto de doença, etc.

Com os desastres que ocasionam os stresses crônicos de uma Cidade, tem-se inúmeras maneiras de eliminá-las, através da análise e busca de solução para seus efeitos. O desemprego pode ser minimizado através da geração de novos empreendimentos.

Os sistemas de transporte publicos podem ser melhor desenvolvidos, reduzindo o uso de veículos automotores nas cidades, com a utilização de meios alternativos, tais como bicicletas.    A violência,entrentanto não pode continuar a ser enfrentada com violência.A única solução que me ocorre, e não é de curto prazo, é a educação em tempo integral.Tirar as crianças das ruas é uma forma de eliminar a principal fonte de disseminação do uso de drogas.    Finalmente, a escassez de alimentos, por sua vez,  deve ser combatida através de uma maior produção local de alimentos possíveis de serem cultivados em pequenas áreas do espaço urbano.

Nas cidades do interior, a maioria das casas possui um pátio. Os espaços urbanos vazios ainda são inúmeros. A criação de hortas residencias, hortas em escolas e hortas urbanas será a ação mais imediata e positiva para se combater a escassez de alimentos.

CITAÇÕES

(*) Bacharel em Economia pela Universidade de Cruz Alta, RS; Bacharel em Administração Pública e de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Mestrado em Administração pela Universidade de Syracuse, New York, USA; Mestrado em Auditoria e Gestão Ambiental pela Universidad de Leon, Madrid, Espanha; Professor Universitário; Consultor Organizacional. Ambientalista; Presidente do Instituto de Sustentabilidade e Resiliência

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A ORIGEM DOS RESIDUOS E A RESILIENCIA

  A ORIGEM DOS RESÍDUOS  E A RESILIÊNCIA  Adm. Volnei Alves Corrêa ‘Viva mais simplesmente para que os outros   possam simplesmente viver’.   Mahatma Gandhi CONSUMISMO O consumismo desenfreado teve sua origem na Revolução Industrial, onde a transformação artesanal existente passou a transformar-se em   fabricação em série. USA – produzem 170 mil pilhas/ minuto 106 mil latas e 60 mil sacolas plásticas descartadas, por segundo. 2 milhões de garrafas plásticas viram lixo em 5 segundos. 1 milhão de copos plásticos, apenas em voos comerciais no espaço aéreo americano, a cada 6 horas O resultado disto é que MAIS consumo, origina MAIS geração de resíduos. Consumindo MAIS temos  sobra de MAIS OBSOLETISMOS PROGRAMADO O obsoletismo programado acontece quando os produtos são substituídos em tempo recorde por outros mais modernos, muitas vezes desnecessariamente, sem políticas de reciclagem. Ex. Celulares, e a maioria dos produto eletroeletrônicos. Só Estados Unidos, 426 mil celulares saem de circulação diariamente. DESPERDÍCIO Sempre que compramos em excesso acabamos, aumentando o volume de resíduos.  Cada pessoa, numa cidade do interior, gera, em média, 600 gramas de resíduo /dia, sendo 60% orgânico e 40% inorgânico. Do inorgânico, apenas 10% é reaproveitado. Quase totalidade do orgânico é encaminhado para aterros. Com estas ações, os seres humanos, estão desrespeitando os limites da reposição natural do Planeta Terra. Dividindo a extensão da Terra pelo total da população mundial, haveria 1,8 hectares por pessoa. Cada indivíduo tem utilizado 2,2 hectares, resulta em 25 % a mais de consumo do que a capacidade do planeta. Ou seja, estamos precisando de um segundo Planeta para descartar nossos resíduos. SIGNIFICADO DE RESILIÊNCIA Resiliência é a capacidade de voltar ao seu estado natural, principalmente após alguma situação crítica e fora do comum. Em Latim: resiliens significa voltar ao estado normal, RESILIÊNCIA AMBIENTAL:  É a aptidão de um determinado sistema que lhe permite recuperar o equilíbrio depois de ter sofrido uma perturbação. RESILIÊNCIA NA PSICOLOGIA: É a capacidade de uma pessoa lidar com seus próprios problemas, vencer obstáculos e não ceder à pressão, seja qual for a situação. RESILIÊNCIA NA FÍSICA: é a propriedade dos materiais que acumulam energias, quando são submetidos a situações de estresse, como rupturas.  QUE É RESILIÊNCIA URBANA? É A CAPACIDADE DE INDIVÍDUOS, COMUNIDADES, INSTITUIÇÕES, EMPRESAS E SISTEMAS DENTRO DE UMA CIDADE DE SOBREVIVER, ADAPTAR-SE E CRESCER, INDEPENDENTE DOS TIPOS DE ESTRESSES CRÔNICOS E CHOQUES AGUDOS QUE VIVENCIAM.  AS TENSÕES CRÔNICAS INCLUEM: Falta de habitação a preços acessíveis; Desemprego em massa/alto, Pobreza/desigualdade, Infraestrutura envelhecida, poluição da água ou do ar, Seca e escassez de água, Crime e violência, Instabilidade social,  OS CHOQUES AGUDOS INCLUEM: Furacões, tornados, inundações, Ondas de calor, Acidentes com materiais perigosos, Surto de doença, etc.  OS SISTEMAS RESILIENTES, EXIBEM CERTAS QUALIDADES, QUE OS CAPACITA A RESISTIREM, RESPONDEREM E SE ADAPTAREM MAIS RAPIDAMENTE A CHOQUES E TENSÕES. Fonte: Pesquisa na internet  24 02 17 https://www.significados.com.br/resiliencia/

A RESILIÊNCIA HUMANA,ONDE ANDA?

O Planeta é Resiliente, as Plantas são Resilientes. Quando os Seres Humanos vão apreender a ser Resilientes com seu Semelhante?

Desenvolvido por Traço D – 2018

O Planeta é Resiliente, as Plantas são Resilientes. Quando os Seres Humanos vão apreender a ser Resilientes com seu Semelhante?

Desenvolvido por Traço D – 2018

O BRASIL QUE QUEREMOS

O BRASIL que queremos é um País Plural. Um lugar onde todos tem os mesmos direitos e deveres como Cidadãos e Cidadãs. Uma grande Comunidade,  formada por uma miscigenação de racas, de culturas, de tradições, que nos diferenciam dos demais Países. Um País em que os Governantes servem aos governados, pois em realidade eles foram escolhidos para exercer este papel. Um Brasil  com muita ORDEM, sem a qual não haverá PROGRESSO, com muito Respeito, sem o qual não haverá Responsabilidade. Um lugar sem VIOLENCIA, onde as crianças sejam preparadas para o Futuro

 

Desenvolvido por Traço D – 2018

Equipe

ELEIÇÃO PARA ESCOLHA DIRIGENTES DO INSTITUTO DE SUSTENTABILIDADE E RESILIENCIAS – ISR, realizado no dia 13/04/2018, às 17:00 horas na rua Fernandes Vieira, 101, Bom. Fim, Porto Alegre, RS

MEMBROS ELEITOS PARA O BIENIO 2018/2020 DA DIRETORIA DO INSTITUTO DE SUSTENTABILIDADE E RESILIÊNCIA -ISR

Nome: VOLNEI ALVES CORRÊA – Presidente

Nome: MAXIMILIANO NICOLAY – Diretor Financeiro

Nome: FABIO SILVEIRA VILELLA – Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento

Nome: TANIRA LESSA FLÔRES SOARES – Diretora Administrativa

CONSELHO FISCAL DO INSTITUTO DE SUSTENTABILIDADE E RESILIÊNCIA -ISR

Nome: FERNANDO RIBEIRO HEISSLER

Nome completo: CARLOS EDUARDO SOUZA FERNANDES

Nome: JAIRO GABRIEL FONSECA DORNELLES

Nome: MARIA LUIZA SANTOS

Nome: ANANDA BERTRAN BORGES

Nome: SARA CERON HENTGES

Lista de Profissionais do ISR:
 
Antonio Carlos B Jaques – Economista
Ananda Borges – Ecologista
Carlos E. S.  Fernandes – Empresario
Carlos Sonier Nascimento – Enge.Eletrico
Daniel Lucas – Empresario
Darci Barnech Campani – Agrônomo
Fabio Villela – Biólogo
Fernando Ribeiro Heissler – Agrônomo
Jairo Gabriel Dornelles – Advogado
João Pedro Demore – Oceanólogo
Jonas Carmona Venturini  – Administrador
Ligiane A Weber – Química
Luara Candido – Ecologista
Luciano Bittencourt Dutra – Advogado
Maria Luiza Santos – Eng. Florestal
Mariana Jacques – Administradora
Maximiliano Nicolay – Biólogo
Roberto Schnkel Gomes – Administradora
Sara Ceron Hentges – Eng. Ambiental
Tainan V Caballero – Empresario
Tanira Lessa Flôres Soares – Hotelaria
Tiago Grazziani – Administrador
Volnei Alves Corrêa – Administrador

Desenvolvido por Traço D – 2018