A DOR DO ARROIO CASTELHANO

A DOR DO ARROIO CASTELHANO (*) Adm. Volnei Alves Corrêa Na última quinta feira tive mais uma oportunidade de, juntamente com técnicos da Companhia Riograndense de Saneamento (CORSAN), fazer uma visita técnica pelas margens do Arroio Castelhano. O dia estava lindo e a caminhada de aproximadamente quatro quilômetros foi realizada em mais ou menos de duas horas. Desta vez não fui ver suas nascentes, mas a situação de suas margens e seu leito na região próxima à área urbana de Venâncio Aires. Iniciamos nossa aventura , logo após a Vila Dietrich, há uns seis ou sete quilômetros do ponto onde a CORSAN tem sua estação de captação das águas do Arroio. A primeira imagem com que nos deparamos foi a da figura abaixo. Uma ponte inconclusa, servindo como barreira de galhos e outros detritos, propiciando mais assoreamento, pois nas enchentes está ponte só está servindo para, pelo represamento das águas,

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UMA SOCIEDADE RESILIENTE

(*) Adm. Volnei Alves Corrêa A primeira vez que ouvi a palavra Resiliência foi numa palestra patrocinada pelo Conselho Regional de Administração do Rio Grande do Sul, dentro de seu ciclo de Palestras, denominado Ciclos de Debates Em Administração.    De imediato fui procurar o significado da palavra e em que situações ela poderia ser aplicada. O que realmente significaria a palavra resiliência?    Em sua origem latina, resiliens, significa voltar ao normal, ou seja, resiliência seria a capacidade de um objeto, um ser vivo,  voltar ao seu estado natural, principalmente após alguma situação crítica e fora do comum. Para os psicólogos, resiliência nada mais é do que a capacidade de uma pessoa lidar com seus próprios problemas, vencer obstáculos e não ceder à pressão, seja qual for a situação. Em outras palavras, resiliência também pode ser a habilidade de se manter sereno diante de uma situação de estresse, ou a capacidade

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CUIDAR DAS ÁGUAS, CUIDAR DA TERRA, CUIDAR DOS SERES

CUIDAR DAS ÁGUAS, CUIDAR DA TERRA, CUIDAR DOS SERES (*) Adm. Volnei Alves Corrêa Vou iniciar este texto citando a fábula do Cuidado conservada por Caio Julio Higino, filósofo e escritor da Roma Antiga (1). ¨Certo dia, Cuidado, passeando nas margens do rio, tomou um pedaço de barro e o moldou na forma de um ser humano. Nisso apareceu Júpiter e, a pedido e Cuidado, insuflou, naquela matéria, o espírito. Cuidado quis dar-lhe um nome, mas Júpiter lhe proibiu, querendo ele impor o nome. Começou uma discussão entre ambos. Nisso apareceu a Terra, alegando que o barro era parte de seu corpo e que, por isso, tinha o direito de escolher um nome. Gerou-se uma discussão generalizada e sem solução. Então todos aceitaram chamar Saturno, o velho deus ancestral, senhor do tempo, para ser o árbitro. Este deu a seguinte sentença, considerada, por todos, justa. Você, Júpiter, deu-lhe o espirito,

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UMA CIDADE PODE SER SUSTENTÁVEL?

UMA CIDADE PODE SER SUSTENTÁVEL? ( *) Adm. Volnei Alves Corrêa A partir da revolução industrial, iniciada no século XVIII, o fluxo de pessoas em direção as áreas urbanas tornou-se tão intenso que as mesmas passaram a ser consideradas como o provável futuro do mundo. Hoje, segundo dados da Organização das Nações Unidas, mais da metade da população mundial vive em cidades, e esse número deverá dobrar até 2050. Não se pode desconhecer este crescimento, ele é inevitável e decorrente do desenvolvimento de novas tecnologias. Contudo, é importante que se debata a forma sob a qual este processo vai acontecer. Será que vamos investir na infra-estrutura física e social necessária para cidades habitáveis, equitativos e sustentáveis? Será que vamos considerar as pessoas como seres humanos e não apenas como pagadores de impostos e consumidores de serviços? Na última edição de Estado do Mundo (1), a principal publicação do Instituto Worldwatch,

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